| Vereador Cássio Reis |
Ainda no início do debate o vereador Cássio aproveitou para lembrar que por várias vezes já propôs no parlamento a criação de uma comissão para tratar do assunto, que retoma ao centro das discussões após a sequência de homicídios ocorridos em Coroatá, sendo o último deles ocorridos no dia anterior que ceifou a vida do professor Leonel Pereira que chocou a sociedade coroataense. “Temos que buscar soluções, não cabem a nós apontar os culpados, precisamos de união para juntos apontar o melhor caminho para este problema que assombra a nossa cidade”, disse o parlamentar.
Os vereadores da base de apoio ao governo municipal também discutiram a matéria, como o vereador Jocimar Pereira (PMDB) que convidou os colegas de parlamento a deixar a “politicagem” de lado, frisou ainda que a violência é um problema de nossos estado e de nosso país, somente o esforço conjunto poderá apontar para a uma saída a este problema, diferente dos colegas de bancada que em seus discursos buscaram culpabilizar o governo de Flávio Dino, como se os episódios crescentes de violência tivessem surgidos apenas no último ano.
Em apoio ao requerimento do vereador Cássio os colegas da bancada oposicionistas aproveitaram a discussão para criticar a ineficiência do sistema de videomonitoramente na resolução de crimes, violências e furtos, solicitar a reabertura das guaritas utilizadas pela Guarda Municipal que foram fechadas no início do governo da prefeita Teresa Murad, bem como atribuíram também o aumento da criminalidade no município após a vinda da Unidade Prisional de Coroatá para o município uma ação concretizada ainda no governo anterior.
Voltando a tribuna após a fala dos parlamentares, o autor da matéria parabenizou o posicionamento do vereador Jocimar, reforçando que realmente deve existir essa união e esquecer as diferenças ideológicas. Em seguida declarou que “muitos dos homicídios e latrocínios são praticados por menores de idade que se escondem sob o manto da impunidade, pois segundo a legislação vigentes em nosso país este não podem ser penalizados por seus atos criminosos, mas as polícias estar fazendo a sua parte prendendo elucidando os crimes”, declarou.
“Apenas apontar o culpado estar longe de resolver a situação da violência, é problema do estado que ainda não possui um número de efetivo policial para fazer o policiamento preventivo e ostensivo, haja visto os muitos anos vividos sob o governo do atraso, somente agora no governo de Flávio Dino pode-se ver o investimento na nomeação de novos policiais, delegados e entregas de novas viaturas, ao contrário do governo anterior que investia em presídios”, disse o vereador.
“O problema da violência também é culpa do município que não desenvolve políticas públicas voltadas para os nossos jovens, o que não passou de propostas não cumpridas que se encontravam no plano de governo divulgado durante a campanha da prefeita, com uma parcela dos pais que não se preocupam mais com os seus filhos, não buscam saber onde estão e com quem andam, sequer acompanham o desenvolvimento escolar deles”.
Em resposta ao posicionamento de alguns vereadores que atribuíram a violência no município ao atual governo do estado ele relembrou que durante o governo Sarney-Murad as constantes graves e mortes no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, incêndio de ônibus na capital, entre muitos outros fatos foram notícias negativas na imprensa nacional por falta de investimento na segurança.
“Em Coroatá, por exemplo, acompanhamos episódios até então nuca vistos como assalto aos correios, explosão de caixa eletrônico do Banco do Brasil localizado no interior do prédio da prefeitura e muitos outros”, emendou “A segurança no governo de Roseana Sarney Murad não era prioridade, tamanha a imoralidade que teve como titular da pasta Ricardo Murad que atualmente estar sendo apontado pela Polícia Federal como o chefe de uma quadrilha criminosa que atuou por muitos anos no governo de sua cunhada, agindo como se ele fosse o governador de fato”, finalizou o seu discurso.
Após o debate o requerimento de autoria do vereador Cássio Reis foi aprovado por unanimidade.
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